Pitangas

Drupas globosas, carnosas, vermelhas e bastante saborosas.

Archive for Maio 2008

Note to self:

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Ana + álcool + nada pra fazer + crise bipolar + amigos incentivando = M-E-R-D-A

Escrito por ana marques

30.05.2008 em 12:15 am

Publicado em Mundinho

Split needles

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Momento bipolar, não quero nem ver quando eu tiver a recaída.

Eu podia estar preparando a prova que vou dar amanhã, eu podia estar estudando (deveria, aliás), eu podia estar dormindo, mas estou aqui, conversando com o Danilo sobre minha vida falida.

Oi, meu nome é Ana e, se depender exclusivamente de mim, me tornarei uma old catlady.

Mess me around…

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just make it over (Elliott está cantando para mim)

É só eu ficar uma semana sem dar as caras que as pessoas entram aqui fazendo as buscas mais escrotas do universo… fenfafional. Aguardem os próximos cata-cornos.

MAS não foi por isso que entrei aqui hoje, e sim para fazer uma micro-sessão-descarrego.

Meu amigo, minha amiga, minhas caléga aí di casa, meus 2,75 leitores que acessam esse blog: alguém de vocês consegue explicar o porquê de eu só me sentir plenamente realizada ao concretizar cagadas enormes? Quando tudo parece estar andando bem, as coisas entrando nos trilhos, o mundo rodando sem precisar da sua intervenção… aí é o momento de abrir bem os dedos, enfiar o pé na merda e ainda dar uma mexidinha.

E tem casos que são só para mestres mesmo. Porque eu, não contente em enfiar os pés em um montinho só, enfiei em cinco. And counting.
Depois reclamo que não tenho sorte na vida.

Isso porque só contabilizei as cagadas baby. A que mais espero realizar foi planejada já tem algum tempo, e é a que mais vai me divertir. Já me divirto horrores só com o iter criminis, imaginem vocês com a concretização.
Como diz um amigo meu: “pior que você, só crack”.

(E nesse momento eu dou conselhos amorosos pela Internet e o iTunes começa a tirar sarro da minha vida. Bummer.)

Loas

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Putz, acabei de elaborar uma aula tão boa, mas TÃO BOA, que depois vou colocar aqui como homenagem à mim mesma.

Ah, e em breve um cata-corno novo. Não sabia que rendia tanto escrever sobre Neruda, choveu gente naquele post…

Comendo poeira no asfalto

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Tem gente que age como se o carro fosse uma extensão do corpo. Meu pai, por exemplo.
Você não sente o carro sair quando ele dirige. Só percebe que ele trocou de marchas porque o motor muda o barulhinho. Não desvia um milímetro da angulação da faixa de trânsito.
Andar de carro com meu pai é praticamente sentir o mundo deslizar sob seus pés.

E nessa entra toda a responsabilidade de, como filha única, ser a herdeira da caranga envenenada. Tá, do Corsinha sobrevivente ao Oziel, mas enfim.
Nas aulas tudo ia bem. Curvas à esquerda e à direita com perfeição, a troca de marchas está quase no ponto, estacionamento na rua melhorando com o tempo e descobri que quando nasci D’us me disse “desce e arrasa nas balizas”. Tudo certinho.
Mas meu, EU NÃO CONSIGO EVITAR QUE O CARRO MORRA NA SUBIDA.

No centro de treinamento de Campinas tem uma rampa enorme que dá acesso à área de treino de baliza. Sábado de manhã, todo mundo fazendo aula, milhares de adolescentes que dirigem desde seus 13 anos de idade. “Ou seja, milhares de pessoas que vão assistir ao meu fiasco”, eu penso.

A primeira rampa não é um desafio muito grande. Dá para sair tranqüilamente dela só controlando a embreagem. Ok, parte um cumprida.
Sobe mais um pouquinho, estaciona o carro… hora de sair. Segura a embreagem, acelera um pouco o carro… solta mais um pouquinho a embreagem e…
PUMF.

A pior coisa de falhar é que parece que o mundo inteiro passa a prestar atenção em você após o erro. Todos os olhares se concentram no seu carro, ainda que alguém esteja subindo com o carro na calçada.
Ok, somos treinados para tudo suportar. Desliga o carro, liga de novo, engata a primeira, controla a embreagem, acelera…
PUMF.

Três vezes eu repeti o procedimento. Três vezes o carro morreu.
Eu já estava prestes a sair do carro andando quando um aluno estaciona ao meu lado, rindo horrores.
– Ô moço, sabe aquelas pessoas que não sabem dirigir?
– *gargalhadas* Sei, sei sim.
– Então, eu sou uma dessas pessoas. Me ajuda a sair com essa caravela aqui, vai.
Finesse sempre.

– Olha, você não tá dando força suficiente para o motor… quando você vai sair, tá acelerando muito pouco. Pisa até você ouvir o barulho do acelerador.
Eu pisei.
– Não, mais forte. Deixa o carro roncar.
Eu pisei mais forte.
– Tem certeza que você tá pisando no acelerador?
– Meu, você quer que eu saia cantando pneu na subida, é isso?
– Não, calma. Acelera mais um pouco e tira aos pouquinhos o pé da embreagem.

Segui as instruções do moleque e… não é que deu certo?

“Acelera mais um pouco e tira aos pouquinhos o pé da embreagem”, disse Deus no sexto dia.
E as mulheres do mundo aprenderam enfim a controlar o carro na subida tranqüilamente.