Archive for Agosto 2008
Prazeres Amélie Poulain
Não sei se é normal, mas eu gosto de uns detalhes nos homens dos quais eu não vejo outras mulheres falando. Não sei se é porque o que eu procuro em um homem é diferente daquilo que a maioria procura (pernas, rosto, carro, carteira…) ou porque o resto da população feminina só costuma falar mesmo dos atributos supracitados.
De todo modo, eu gosto do que já falei (heh), mas priorizo outras coisas.
Por exemplo: adoro as pintinhas e sardas do Fred. Foram a primeira coisa a me chamar a atenção para ele.
E queridos… ele tem muitas. Pelas costas, ombros, peito, barriga, coxas, braços, pescoço…
Posso passar horas procurando todas. Catalogando cada uma na memória. Não tenho a menor pressa com esse tipo de coisa.
E gosto de ver ele tentando ajeitar o cabelo com as mãos, quando não há uma escova por perto.
O jeito como um homem arruma o próprio cabelo fala um bocado a respeito dele. Não sei explicar o que é, mas dá para saber como ele gosta que você seja só olhando como ele mexe no próprio cabelo. Homens que são negligentes com seus cabelos nunca me agradaram em nada.
Gosto de vê-lo comendo. Limpando a boca. Olhando para os lados para se certificar de que ninguém o viu pegar o recheio da pizza com a mão. A cara de embaraço que ele faz quando percebe que está sendo observado.
Gosto de vê-lo olhando o relógio da NET, com ar preocupado, como se tivesse pressa para fazer alguma coisa, mesmo quando não há nada a fazer. Ou o jeito folgado com que ele fica jogado vendo televisão, sem dar atenção a mais nada. Nem à própria TV.
Gosto de vê-lo acordando. Fazendo muxoxos e resmungando enquanto vai para o banheiro. O jeito de reclamar que ainda está cansado.
Gosto do cheiro dele. E da textura da pele dele. E do jeito como ele pisca e move as mãos. É diferente do jeito como os outros homens piscam e mexem as mãos.
Gosto dele por inteiro. Não só de um pênis.
Gosto do conjunto. Da coisa toda. Da voz e dos trejeitos e dos olhares.
Porque ele é um homem, na concepção plena da palavra.
Não existe nada melhor que ele no mundo. Pelo menos não nesse mundo.
Sitting, smoking, feeling high
Papo do dia, em uma roda de amigos:
B: — Você não tem medo de escrever no blog e ser mal interpretada?
A: — Eu não, uai. Quem escreve qualquer coisa se sujeita à meia-dúzia de sicofantas que só pensam com o umbigo.
B: — Sico-quê?
A: — Si-co-fan-tas. Os velhacos dedo-duros da vida, sabe?
B: — Ah, tipo a bruxa do 51 (ou 61, 71, qualquer coisa assim)?
A: — Ahn?
B: — É, a dona Florinda, lembra?
A: — Não, quem é essa dona?
B: …
A: …
B e o resto do corredor: — Meu, não acredito que você não assistia Chaves.
Orgulho de ser aculturado.
Brasil, um país de todos indeed.
Listinhas para ocupar espaço
Top 5 coisas que eu gosto no Brasil
5. Abacaxi!
4. Pão de queijo
3. Os seis mil feriados (esse ano falhou)
2. Chico Buarque
1. Pizza de quatro queijos e lombo com catupiry com borda de provolone da Bonelli (campineiros, já sabem!)
Top 5 coisas que eu odeio no Brasil
5. A impossibilidade de ser simpática com um estrangeiro sem parecer um flerte
4. Alíquota sobre as posições 2402.10.00 e 2402.20.00 da TIPI (para os mal-informados: imposto sobre cigarros)
3. Mosquitos
2. Calor
1. Felipe Massa
Cata-corno do Google: que significa ana laura
Hahaha, meu, pára tudo! Tou nos céus, atingi a glória, googlearam meu nome e me acharam.
OK, enough with the egotrip already…
Mas vamos responder, vamos responder…
Ana: significa “graciosa”, “clemente”
Laura: significa “coroada de folhas de louro”
Ou seja, “pessoa graciosa coroada de folhas de louro”. O que implica que as Ana Laura’s espalhadas por esse mundo são sempre lindas e vencedoras.
Na verdade, não significa rigorosamente nada. Considerando que a maior parte da população brasileira nem sabe o que significa a palavra “clemência” ou imagina quem era coroada por folhas de louro, meu destino sempre foi a obscuridade.
Cata-corno do Google: “o que significa dearest?” e “liubliu”
Neguin fuça no Orkut alheio, procura o significado dos meus apelidinhos carinhosos no Google e… cai no meu blog. Heh.
Então, vamos lá… dois cata-cornos em um só post.
Cata-corno #1: “o que significa dearest?”
Dearest, strictu sensu, é a junção do adjetivo dear (querido) e o sufixo -est, uma partícula que forma um adjetivo superlativo ou advérbio. Para quem matou as aulas de gramática da terceira série fundamental, dearest quer simplesmente dizer algo nas linhas de “adorado”, “precioso”, “bem-amado”… vocês entenderam.
Mas isso é o que os dicionários comuns dizem. No dicionário Ana Laura PT-EN/EN-PT, dearest é como eu chamo meu amigo de fé, meu amigo irmão, meu irmão camarada Danilo. Meu companheirinho de aventuras, que sempre está por perto quando estou abatida e quando chamo.
Uso em frase: Luv ya to bits, dearest.
Cata-corno #2: “liubliu”
Esse é mais difícil, então posso oferecer meu magnânimo perdão aos pobres mortais que não conhecem Maiakóvski.
Agora são 1.41 da madrugada e não estou com paciência para me alongar sobre Maiakóvski, Lília Brik e seu suicídio aos 35 anos. Me contento em informar que ele foi o maior poeta do idioma russo e um dos mais proeminentes partidários do regime soviético. Só.
Enquanto isso nós estamos aqui, lendo Zíbia Gasparetto. Enfim, digressiono.
Maiakóvski lançou as sementes para a poesia marginal dos anos 70 no Brasil com sua escrita futurista (referências: Cacaso, Ferreira Gullar, Augusto e Haroldo dos Campos – este último tradutor das obras do Maiakóvski para o português). Um de seus poemas mais famosos se chama “Liubliu”, escrito para Lília
Brik. Um “poema anel”: o fim do texto conecta-se a seu começo, formando um poema infinito. Algo semelhante, mas não igual, ao nosso “amora/amor” quando escrito em círculos.
Liubliu, em português, é traduzido como “amo”.
Uso em frase: Ya liubliu tebia, Fred. ♥



