Gastando saliva
Hoje três pessoas vieram me dizer que acompanham meu blog com freqüência e fervor religiosos, e isso me incomoda. Porque o que escrevo aqui não tem mérito algum.
Apesar de elas não receberem nenhum tipo de reconhecimento, sempre senti muito mais orgulho das minhas dissertações e das minhas poesias (apesar destas serem bem idiotas) do que deste blog.
Os meus textos científicos e em verso são uma seleção de pensamentos ou sentimentos que considero nobres e preciso extravasar de alguma forma. Só os escrevo quando algo acima do chulo me vem à mente – mas eles não ultrapassam o medíocre, pois tenho meus limites. E isso não acontece aqui.
Aqui o ridículo impera. E sou eu. Meus textos em prosa são só um reflexo da minha pessoa.
Isso aqui é um brainstorm, do qual pouquíssimos textos – se algum – se salvam. Uma saraivada ininterrupta de idiotices e inutilidades, que não são selecionadas nem filtradas. Simplesmente saem, tal e qual plasma numa sangria, e não há tala que impeça a hemorragia de absurdos e besteiras que esse blog sempre foi. E sempre será, pois assim é meu cérebro.
E aqui estou eu, escrevendo mais uma idiotice que não precisava ser dita.
Pelo menos eu tenho a capacidade de verbalizar o óbvio. E isso falta a muita gente, sem querer ser presunçosa e comprar briga virtual mas já o fazendo.



